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Carta ao Zé

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Então Zé, como é que anda as boas por ai ? Sabe Zé,tô tão travado, desses que não conseguem fazer mais nada, nada mesmo sabe ? Não consigo escrever uma só frase decente. É Zé, Nanuque me travou. A vida me travou. Deixei de viver, porque era isso que eu fazia, escrevia pra viver, ou vivia pra escrever, já nem sei mais qual é o certo, ambos morreram pra mim. Tô sentindo uma saudade Zé, daquelas que batem no peito e sufocam a alma sabe ? De quando em quando até releio suas cartas na madrugada, à luz  de uma vela que já se acaba, tá mesmo se desfazendo, assim como minhas memórias, assim como meu passado.  Tem coisas que já nem lembro mais,acredita ? As pessoas me param na rua e perguntam, ''ô Caio, tu lembra daquele dia que você..'' ''Não, não lembro'', é tudo que respondo. Isso dói, sse lance de esquecer. Doi um monte. Mas lembro-me de pouco Zé, lembro do cê me pegando no colo quando chorei ali na frente daquele povo todo, lembro daqueles dias que o ca...
Tudo Novo, de novo Tem um punhado de palavras aqui Umas mentiras, outras verdades Contos distorcidos e historias imagináveis Mas tem um punhado de palavras aqui, Todas obras de uma realidade Algumas são vastas, subjetivas, mal interpretadas Mas de tanto escrevê-las , e repetí-las Otras agressivas, inconstantes, contastantes,  Sem pudor, um mundo novo se fazia Com um punhado, um punhado de palavras aqui Mas peço que as respeitem em seu mundo Pois se cada um tem o seu, o meu lugar é aqui  As malas estão desfeitas, Eu não vou embora tão cedo. E a história continua, um espetáculo não para A alma de um escritor ferido que diz sim E dá lugar a este punhado, Este punhado de palavras aqui. Thaynah P.
Na minha cabeça quero ser escritora, explorar o mundo apenas com as palavras,  dilacerar o amor com fragmentos simples, quero imaginar aventuras e desvendar mistérios. Na minha cabeça há um processo seletivo que penera tudo que não me agrada. Restaram-me então as letras. Somente estas. E agora me pergunto , como usá-las, como propagá-las como difundi-las. Penso talvez , na possibilidade dessa ideia ser extinta a da minha mente, pelo simples  medo, anseio e  insegurança que me atormetam com frequência. Que isso é loucura, pois o mundo não entenderia a arrogante e prepotente forma de expressão que utilizo. Embora é claro eu quem deveria  mudar tal forma,mas não sou madura suficiente para  admitir. E enquanto isso, na minha cabeça passa a vida lá fora, as oportunidades, os desafios, as cenas a serem desenroladas, palavras esperando serem formadas e terem enfim seu significado. Enquanto isso , na minha cabeça corre o mundo.
Se houvesse uma só sinfonia  que expressasse o nosso amor,  eu a faria. Se houvesse uma só estrela  que brilhasse no céu a cada vez que nos amamos,  eu lhe daria. Se houvesse algum caminho que me levasse até você  em um piscar de olhos, vai por mim, eu seguiria. E se eu pudesse, quem dera eu pudesse,  estar ao seu lado a todo momento,  eu certamente estaria For my love.
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Admito que não sei escrever. O escrever correto, da língua portuguesa. Porque existem dois tipos de escrita. A que você se expressa e a que você se expressa corretamente. Temo que um dia já não seja tão boa na primeira, porque a segunda opção realmente não é o meu forte. Estudo a finco as regras da língua : coerência e coesão, regência, ortografia, analise mórfica , sintática e o que mais tiver pra se estudar. Estudo e conheço a teoria , mas a desconheço na prática. Já deixei de escrever um texto por ficar intimidada com os possíveis erros de coerência, repetição de palavras e ideias tolas. Tenho medo da rejeição, correção e principalmente de tais erros. Quando era menor e participava de concursos de redação acreditava que o único motivo de ter ganhado seria devido ao sentimento que transcrevia no papel.As regras de um bom texto passavam despercebidas em meus ouvidos e me concentrava apenas no sentimento. Mas com o tempo percebi que isso não era o bastante para as correções dos gran...
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Sou volúvel. Admiro cores, brilhos e formas. Vejo as pessoas além do que são. Encaro-as com atenção fora do normal tentando analisá-las ao máximo e  só então chego em uma conclusão. Mas não é o bastante. Sou impulsiva. Falo sem pensar. Na verdade, sequer penso! Penso em mim. De todos os pronomes repassados , a primeira pessoa do singular sempre fora a que mais me impressionou. Claro. Sou egocêntrica, não minto. Pra que mentir ? Negar o que sou ? Sou assim e não há como mudar. Mas me preocupo. O maior defeito e/ou qualidade que tenho. Valorizo amizades ao extremo. Mesmo aos trancos e barrancos, estou pronta para derramar quantas lágrimas for preciso por um amigo. Coloco a mão no fogo. Sim, por que não ? Me arrisco sem medo de uma decepção, embora o final da história eu já conheça : uma nova decepção.
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Ela escrevia na chuva sem medo algum de se molhar. Escrevia ao por do sol sem receio algum de que ele vá embora. Então não restará uma só luz para iluminá-la. Para que escrevesse. Mas ela escrevia. Esse era o próposito. Ela escrevia derramando lágrimas no papel, manchando as palavras, embolando frases. E o mesmo próposito, de escrever. Não era uma escritora, poeta , cronista, jornalista ou quantos nomes mais dão a quem escreve. No fim do dia era apenas ela.