Devo confessar Renata, eu não gosto de você. Você me fez chorar, como pôde ? Com inúmeras palavras no seu rico vocabulário português, escolheu logo aquelas que tanto me tocaram? Conheceu meus medos e me viu vunerável daquele jeito. Você mal sabia o que eu tinha ao certo, apenas escolheu tais palavras. Devo confessar Renata, você as vezes parece mais uma amiga do que uma professora, embora eu não fale sobre garotos e coisas de meninas com você, embora eu realmente não fale nada parecido, você é uma boa amiga. Tenho que admitir Renata, não quero fazer o Álbum de Memórias, não é preguiça, eu até tenho muito a dizer sobre minha infância, mas relembrar o passado, me lembra despedidas e consequentemente, saudade.Acho que não gosto muito disso. É Renata, você pode me irritar ás vezes com suas provas complicadas, com seus textos dissertativos e seus trabalhos que tanto me estressam, mas devo confessar, seu filho é um garoto de sorte !
Queria Kitty, Será que você saberia me contar por que é que as pessoas sempre tentam escondender seus verdadeiros sentimentos ? Por que me comporto eu, sempre, de modo diferente do que devo, em companhia dos outros ? Porque confiamos tão pouco uns nos outros ? Bem sei que alguma razão deve haver; mas, mesmo assim, é horrivel descobrir que não se pode confiar em ninguém, nem naqueles que nos são mais próximos. Anne Frank Grandes amizades não se perdem por motivos pequenos e fúteis. E se perderem, não é porque foram grandes, muito menos amizades ! Não adianta, sou cabeça dura, teimosa, marrenta.Podem dizer o que quizer, em minha absurda ignorância você me esqueceu, já não tem sentido, já não te arranco mais sorrisos como antes e tudo se perdeu. Tenho consciência de que não sou mais a mesma, mas você há de concorda comigo que também não é. De tudo que passamos, eu jamais imaginaria que chegariamos a tal ponto. Tudo bem que tenho um ciumes enorme de suas outras amigas, porque ...
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