Vai curar, é sério. Demora um pouco, mas do amanhã não passa. Quem sabe no outono, onde tudo que foi vivo um dia se desgasta diariamente e no fim da estação se desfaz. Seca, cai, sem nenhuma explicação, cura feridas que dilatarem algum dia. Ela se faz mais forte ou se fechou quem sabe, o mundo não precisa dela. Cansa; a exaustidão a persegue pouco a pouco. Vai passar, ou pelo menos é isso que lhe dizem, mas no fim de tudo, ela sabe que não há saída alguma.
Parece que o amor cansou e o sofrimento também. A saudade perdeu seu rumo, a ausência se fez presente, mas já não incomoda, nada mais a incomoda nem mesmo o tal sofrimento, ela se fez forte, fria, indiferente, ela se fez mulher.

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