"Mas isso é culpa sua. Porque ás vezes você gosta de dar valor a quem não merece. E esse aqui não, ele é diferente. Se precisar ele te defende até debaixo d'água, você sabe, já presenciou isso com aquele artista lá. Se precisar ele briga, chinga e cai na porrada." Pai.

Estavam diantes de um mesmo obstáculo, um mesmo problema, um mesmo desafio. Ela precisava dele por uma noite, e ele, como de costume, não negou sua companhia. Ele a salvou. Mesmo que fosse apenas para conversarem durante uma longa madrugada, ouvir aquele sermão durante a noite, relembrar momentos que embora sejam clichês, jamais passaram a ser esquecidos em sua memória.. Ah se o mundo soubesse o quanto ela tinha necessidade daquele garoto ! De um melhor amigo. O irmão que nunca teve, o pequeno grande menino. 
Enquanto os ponteiros do relógio soavam naquela melodia rápida que , em um instante a fez sentir uma sensação de conforto, havia certeza de que ele estaria ali por ela , para ouvi-lá não importa qual fosse a circunstância, a fez sentir  de novo parte de uma memória esquecida. Não que esteja desmerecendo tudo que já passaram juntos, muito pelo contrário, havia arrependimento. Pelo muito que ele já fez e o tão pouco que ela  nunca conseguira retribuir. Ela assumiu  erros que jamais assumiria para qualquer outro alguém, e diante do seu rosto sentiu vergonha. 
Mas ele entenderia que a culpa jamais foi dela e ele assumiria seus riscos. Viajaria toda e qualquer estrada para estar ao seu lado e apoiá-la.Ofereceria sua mão e seria seu melhor amigo. Ele seria o seu pequeno Grande menino. Por fim, dormiram!





"-Ás vezes eu acho que aqui não é o seu mundo.
-Eu sei.
-Mas parece que você se adaptou muito bem.
(silêncio)
-Mas isso é fase, calma."








texto adaptado, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

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