''Samantha!''
Era esse seu nome. Espero que não seja surpresa para vocês, meninas de 15 anos apaixonadas pelo garoto mais lindo do colégio, rodeada de amigas e alguém para dizer a todo tempo o quanto você é linda, que não seja surpresa essa história ser contada por um garoto. Quanto mais eu, o pior exemplo de amor, pessimo no romantismo, oco , vazio e frio diante de qualquer garota. Mas Samantha, bom, senti em primeiro momento que com ela seria diferente. Mas é o que todos dizem, não é mesmo ? Então deixe-me reformular a afirmação: senti em primeiro momento que a maneira como ela me olhava era diferente.Eu não estava errado. Samantha via algo de bom em mim, o meu eu mais profundo, que, durante muito tempo, o escondi. Chamem do que quiser : Amor a primeira (no meu caso, segunda ) vista, carma, sorte, destino, o que for. Eu chamo de outra vida, é assim que a chamo, minha outra vida. Talvez um dia ela entenda que eu a amo, mas que esse amor não é como estar com alguém por estar, mas estar com esse alguém porque quero estar. Samantha entenderia, que quando olho para ela, vejo milhões de frases, rostos, lembranças. Mas quando a pego olhando pra mim, me desarmo. Ela lê meus pensamentos, decifra meus olhares, nunca pensei que diria isso, mas , uma garota qualquer me conhece melhro do que eu mesmo.

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