Deveriamos ser como música, desde as mais doces melodias às mais extravazantes. Deveriamos ser como parte de cada instrumento músical. Como aquele violão velho, deixado no canto do seu quarto, que permanece ali à sua espera no fim de cada noite. Deveriamos ser como as composições simples, complexas, sarcásticas, diretas. Deveriamos ser como um arranjo, um todo, um só. Se fossemos assim seriamos como os versos complexos-porém incompáraveis- de Skank,  a voz inesquecível de Cassia Eller e o jeito com que Nando Reis sempre transforma cada frase em nostalgia. Seriamos como a sensação calma e o regaae tranquilo de Armandinho, o jeito típico mineiro de Jota Quest e a inigualável saudade de Paralamas. Se fossemos como música, seriamos assim, perfeita simetria, dessas que entram nos ouvidos e deixam marcas, passado, lembranças.T.


Mas um dia virá,
que nós dois seremos, 
um dia virá.

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