De volta a estrada, o sentimento que habitava em mim era diferente daquele que carregava há um ano atrás.
- Já faz um ano que venho de lá pra cá, de lá pra cá- comecei o assunto. Como passou rápido !
- E eu, que com um ano já rodei trinta mil quilômetros de estrada ?
Eu o olhava de relance a cada minuto , tentava reparar suas expressões, parecia exausto e com sono.Se não fosse por essa única família , arriscaria o palpite de que tenho duas vidas distintas, separadas por uma hora e meia de viagem.
-Que bom que você veio me acompanhar, é tão ruim viajar sozinho.
Queria dizer que havia percebido, tarde da noite a estrada é completamente vazia , mas isso não o animaria.
- Que bom, virei sempre que puder.- dei um sorriso vago e ele retribuiu sem tirar os olhos do caminho. Parecia contente apesar do longo dia.
Passado algum tempo , não deixei de vigiá-lo pelas ordens expressas de mamãe que o olhasse para que não deixasse ele dormir. Sem deixa morrer o assunto, continuei :
- Já não me sinto bem indo para lá. - confessei
- Por quê ? - Ele desviou a atenção da estrada e foi direto a mim.
Com medo das curvas, hesitei ao finalisar minha frase :
- É que é tão diferente depois que você se acostuma... Andei conversando com Luma sobre isso, e por incrível que pareça , ela achou o mesmo.
- Como assim ?
-As pessoas mudam pai , você sabe. Meus amigos, nossa família , até nós mesmos. Que irônia ! Chorei tanto o ano passado e hoje tenho receio de vir até aqui.
Ele não disse nada, deu um sorriso no canto da boca e continuou dirigindo. Eu o culpava por tanto tempo pelo que aconteceu e hoje percebi que tudo isso me fez crescer e aprender da pior maneira o quanto a família é importante.Porque amigos o tempo realmente os leva , mas a família, essa não. Essa é única.
- Já faz um ano que venho de lá pra cá, de lá pra cá- comecei o assunto. Como passou rápido !
- E eu, que com um ano já rodei trinta mil quilômetros de estrada ?
Eu o olhava de relance a cada minuto , tentava reparar suas expressões, parecia exausto e com sono.Se não fosse por essa única família , arriscaria o palpite de que tenho duas vidas distintas, separadas por uma hora e meia de viagem.
-Que bom que você veio me acompanhar, é tão ruim viajar sozinho.
Queria dizer que havia percebido, tarde da noite a estrada é completamente vazia , mas isso não o animaria.
- Que bom, virei sempre que puder.- dei um sorriso vago e ele retribuiu sem tirar os olhos do caminho. Parecia contente apesar do longo dia.
Passado algum tempo , não deixei de vigiá-lo pelas ordens expressas de mamãe que o olhasse para que não deixasse ele dormir. Sem deixa morrer o assunto, continuei :
- Já não me sinto bem indo para lá. - confessei
- Por quê ? - Ele desviou a atenção da estrada e foi direto a mim.
Com medo das curvas, hesitei ao finalisar minha frase :
- É que é tão diferente depois que você se acostuma... Andei conversando com Luma sobre isso, e por incrível que pareça , ela achou o mesmo.
- Como assim ?
-As pessoas mudam pai , você sabe. Meus amigos, nossa família , até nós mesmos. Que irônia ! Chorei tanto o ano passado e hoje tenho receio de vir até aqui.
Ele não disse nada, deu um sorriso no canto da boca e continuou dirigindo. Eu o culpava por tanto tempo pelo que aconteceu e hoje percebi que tudo isso me fez crescer e aprender da pior maneira o quanto a família é importante.Porque amigos o tempo realmente os leva , mas a família, essa não. Essa é única.
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