Sou o que as pessoas querem de mim, na proporção do que merecem. Algumas vezes sou o meu melhor, em outras, deixo a desejar. Embora não importa o quanto me esforce, o que realmente importa no final de tudo é o resultado que ofereço. Seja ele satisfatório ou não, estou sujeita a uma parcela tão maior de críticas a um erro do que elogios em um acerto. Aquela velha história de que quando você passa a vida inteira fazendo 100% , um dia , chega aos 99% , você já não presta.
O ser humano adquiriu esse enorme defeito de julgar o erro de alguém ao invés de motivar o seu esforço, levantar os olhos diante apenas dos defeitos, das imperfeições , das diferenças.
E é essa busca inalcançável pela perfeição que faz de nós completos ignorantes.Acharmos que somos exemplos e assim estamos no pleno direito de consertar o próximo. Quando na verdade não há no mundo alguém perfeito e não existe esse lance de igualdade entre as pessoas. Somos diferentes em tudo : em gostos, estilos, caráter, cultura, educação. Cabe a nós apenas o respeito as diferenças, a troca de conhecimento,o aceitar das pessoas como elas são. Sejamos assim e quem sabe a sociedade não se torne uma instituição mais satisfatória de se viver.
Talvez tenha me expressado de maneira complexa, desculpem-me se não consegui passar todo o meu ponto de vista com essa tese, ando meio confusa na escrita quando o se trata de algo pessoal, mas isso aí talvez seja uma pequena parte do que sinto agora.

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