Certamente não eram o casal mais romantico do mundo,  não desfrutavam do prazer de um relacionamento  carismatico e tolerante a todo tempo, mas obtinham um certo afeto um pelo outro, uma certa importância era dada a um pelo o outro, independente das circunstâncias em que se encontravam.
Se ele terminasse tudo, ainda sim a consolava. Ironico, ou quem sabe, se deve unicamente a dependência que assim se fez. Ele a amparava em seus braços cuidando da dor que o mesmo causou. E virce versa. Uma sequência complicada de dor e consolo, por vezes difícil, por  vezes boa. 
Dividiam o sorvete, pão de queijo, fanta, chocolate, até o almoço ora na sogra de um, ora na sogra de outro. Dividiam o amor. Criando o laço eterno da lembrança. Sim, essa se fazia presente a cada momento juntos.
Em dias de cólica, ele se prestava ao seu lado afagando-lhe a dor com carinho e atenção até que ambos dormissem. Entrelaçada em seu braços, corpo  a corpo , a vida se fazia mais bela, esquecia-se do mundo e eram esquecidos por ele. Mas não importava, nada mais os importava, senão a companhia um do outro. 
Dormiam juntos, acordavam juntos, iam juntos para escola e sentiam saudade. Passavam  tardes e noites juntos. Juntos. Jun-tos. Tudo o que queriam agora. Better Together.
E assim, sendo esse ou não o verdadeiro sentido do que é o amor, a história se fazia presente. Com desvaneios, curvas, obstáculos mas sem fim, uma história sem fim. 


-Vem dormir comigo
-Só se for de conchinha, daquelas bem juntinhas, coladinhas.
De tarioba, que não se desgrudam nunca.




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