Eu te desejo Não parar tão cedo Pois toda idade tem Prazer e medo... E com os que erram Feio e bastante Que você consiga Ser tolerante... Quando você ficar triste Que seja por um dia E não o ano inteiro E que você descubra Que rir é bom Mas que rir de tudo É desespero... Desejo! Que você tenha a quem amar E quando estiver bem cansado Ainda, exista amor Prá recomeçar Prá recomeçar... Eu te desejo muitos amigos Mas que em um Você possa confiar E que tenha até Inimigos Prá você não deixar De duvidar... Quando você ficar triste Que seja por um dia E não o ano inteiro E que você descubra Que rir é bom Mas que rir de tudo É desespero... Desejo! Que você tenha a quem amar E quando estiver bem cansado Ainda, exista amor Prá recomeçar Prá recomeçar... Eu desejo! Que você ganhe dinheiro Pois é preciso Viver também E que você diga a ele Pelo menos uma vez Quem é mesmo O dono de q...
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Começou com eles conversando sobre o tema daquela redação de vestibular que ela prestou. - E eu escrevi uma carta. – ela sorria satisfeita. - Falando sobre “A importância da música na vida das pessoas”? - Sim. – ele a olhava curioso. - Deixe-me adivinhar: Você era uma cantora brava com a sua produtora de CD's, porque não se importa em vender os CD's - o contrário da sua produtora -, mas fazê-los com o coração e fazer deles a música de verdade? - Não. - Como, então? - Ué, escrevendo sobre a importância da música na vida da pessoa. Da música na vida da pessoa. - Como? – questionou novamente sem mudar a expressão. - Falando da música, mas não aquela música qualquer, mas a música mesmo. Aquela. Aquela que marca a pessoa, a que não sai dela. - Tipo, uma música preferida? - Podemos dizer que sim. Foi mais uma carta romântica. Da pessoa pra música. - Foi... ãhn, personificou a... música?! – as sobrancelhas començando se juntar no meio da testa. - Exatamente. A música como pessoa....
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Caio Fernando Abreu foi um homem extremo, inigualável , um verdadeiro autor das palavras. Nada comparável à grandes nomes como Machado de Assis ou Drummond, mas ao meu ver, diferente de tantos outros, um verdadeiro expressor de sentimentos. Sentimentos espalhados entre seus contos mágnifícos , fugindo da compreensão humana. Algo surreal , diferente das pessoas, gestos, cores e formas, Caio Fernando Abreu é único. Único ao amar, único a entender, único a aceitar , a errar, único ao escrever. Escrever não foi seu ponto chave . O que fez dele um escritor fora seus sentimentos e a forma como os expressava. Ainda que houvesse tantas palavras ao descrever, ainda sim, não encontraria as certas pra falar de alguém como ele. Ele, o nada. Apenas um punhado de palavras soltas, juntas deixando-se levarem pela sua emoção. Prendendo a minha atenção todas as noites , (re) lendo contos e fragmentos espalhados em histórias destintas e emocionantes. Ele me basta, mais nada. Pra sempre me...
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Caro leitor, hei de lhe informar que começo um texto egocêntrico, pessoal e pretencioso. Caso esse ínicio não lhe agrade, fique a vontade ao desistir de lê-lo. O caso é que as pessoas já não me interessam mais. Nem mesmo as mais importantes, não tenho interesse. Cheguei ao auge da minha individualidade e convivo em um ciclo completamente seletivo, sem vagas abertas. Gosto e admiro todos aqueles pelo qual cativei, confiei e convivi por tempo suficiente para considerar amigo, enquanto outros com uma satisfação enorme exclui da minha vida. Assim mesmo, como quem deleta uma foto velha do seu computador. É que certas pessoas já não valem a pena, então por que insistir no que me faz mal ? Creio que custei muito até aprender que tenho o direito e principalmente o dever de escolher com quem quero me relacionar e é assim que tenho vivido ultimamente. Não é egoismo restringir certas pessoas do meu dia-a-dia,quando você se decepciona constantemente pela mesma pessoa e o mesmo mo...
[..]era difícil seduzir os que tem têm asas,[...]
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[...] " e o chamassem com dor pelo nome, o nome que teve, antigamente, e nada encontrasse, porque tudo se perde e os ventos sopram levando as folhas de papel para longe, e para além das janelas entreabertas sobre o telhado onde não restam mais migalhas para os pássaros que não vieram nunca." Caio Fernando Abreu em Visita . ( O ovo apunhalado )
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"Primeiro você cai num poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê." Ok, Caio. Dispensa comentários.
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De volta a estrada, o sentimento que habitava em mim era diferente daquele que carregava há um ano atrás. - Já faz um ano que venho de lá pra cá, de lá pra cá- comecei o assunto. Como passou rápido ! - E eu, que com um ano já rodei trinta mil quilômetros de estrada ? Eu o olhava de relance a cada minuto , tentava reparar suas expressões, parecia exausto e com sono.Se não fosse por essa única família , arriscaria o palpite de que tenho duas vidas distintas, separadas por uma hora e meia de viagem. -Que bom que você veio me acompanhar, é tão ruim viajar sozinho. Queria dizer que havia percebido, tarde da noite a estrada é completamente vazia , mas isso não o animaria. - Que bom, virei sempre que puder.- dei um sorriso vago e ele retribuiu sem tirar os olhos do caminho. Parecia contente apesar do longo dia. Passado algum tempo , não deixei de vigiá-lo pelas ordens expressas de mamãe que o olhasse para que não deixasse ele dormir. Sem deixa morrer o assunto, continuei : ...