Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito. Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade de um marido. A palavra seri...
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Ja havia cansado de ir naqueles mesmos encontros e tudo parecer tão monótono, tão chato. Confesso, já havia desistindo de propôr-los há muito tempo. Uma desistência e a minha já era a próxima. Pensara assim no decorrer do dia , tentava adiar a noite, queria volta pra casa. Minhas férias haviam sido tão boas, por quê acabar assim? Numa dessas saídas vazias com pouca gente e nenhuma animação. Já vi essa cena várias vezes e não era do meu agrado repetí-la. Mas fui, eu sempre vou, apesar de todas as desilusões. E acredite ou não, não me arrependo de ter ido. Não me lembrava da ultima vez que vi o fim da noite chegando e desejei com todas as minhas forças não ter que ir embora, ficar mais um pouco, até mesmo topar aquela velha dormida na casa da ex-pra sempre-melhor-amiga. Mas não,melhor não. Deletei qualquer chance de estragar aquela noite. Praticando meu auto controle pensei antes de falar por várias vezes, e parece, só parece, que deu tão certo, pois no final das contas me sent...
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''Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!'' Fernando Pessoa. Ao som da pessoa mais linda que eu já conheci. Torço por cada um de nós, de todo meu coração. É como deitar a cabeça no travesseiro e automaticamente falar: Deus abençõe meu caminho e o de cada um dos meus colegas. Cada qual ao seu jeito, com seus problemas e até defeitos. Mas vitóriosos, merecedores. Dê a cada um de nós um retorno proporcional a nossa luta, e em meio a tantos desafios neste ano, que não nos falte a força, foco e fé. Amém.
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Parecia fácil no primeiro momento,pareceu fácil no segundo.. Tranquilo como dois e dois são cinco.Até que eu me perdi. Perdi-me dentro de mim mesma, entre as palavras, períodos longos, introduções, desenvolvimentos, conclusões. Sem jargões e santo Deus: evite isso,evite aquilo, pare de usar mente , mente , mente, nunca diga nunca, mas escreva. Escreva e argumente bem. Seja objetiva mas não demonstre que o texto é seu, você não escreve pra si ,escreve pra terceiros, eles têm de entender o que diz. E escrevo. Escrevo excessivamente e não digo nada. Nada do que escrevo é realmente meu, mas é tudo que eles querem.Tudo que eu posso dar,é sempre o melhor de mim. E quem diria, de tanto criticá-lo,aqui estou pagando meus pecados, virando uma completa robô de textos dissertativos argumentativos, perdendo minha sensibilidade ao fazer o que fazia de melhor : escrever, sem limitações, escrever. Mas continuo assim, o que era um prazer tornou-se obrigação de toda semana. Dando o meu melhor , mas nu...